quinta-feira, 10 de março de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
O PAPEL DO EDUCADOR NA FORMAÇÃO DE ALUNOS LEITORES
Autoras: Jussilene de J.S. de Souza, Railda S. Sliveira, Monica Graciele da C. Santos e Alessandra N. S. Valinova
Resumo do Artigo
O professor carece repensar seu papel de educador e definir-se profissionalmente, vendo que a leirura é um instrumento eficaz para a construção de conhecimento pleno, ampliação do vocabulário, contentamento, permitindo que os alunos possão ter imaginação desenvolvendo a oralidade e praticando a escrita, mas para que isso ocorra é preciso estimular a leitura formara leitores, sem oprimir-los.
Palavras-chave
Educador, alunos, leitor e conhecimento.
1- INTRODUÇÃO
O presente artigo tem como tema "O Papel do Educador na Formação de Alunos Leitores" objetivando abordar a influencia do educador na importância de formar leitores, buscando fazer com que os mesmos desenvolvam não apenas o hábito de ler compulsivamente, mas fazer dessa leitura um meio de transformação pessoal e social, onde ler seja um ato de liberdade e essa permite ao leitor a descoberta de um novo mundo.
Nossos discentes não são mais os mesmos do tempo em que nós, hoje, educadores, éramos os alunos. A formação que recebemos para nos tornarmos docentes, não é mais suficiente para contemplarmos as mudanças de valores, comportamentos, habilidades e competências que a sociedade nos coloca nessa constante transformação da cultura e da educação.
Nosso cotidiano escolar é permeado por uma contra formação que nele, se insere, através do incontrolável crescimento de meios cada vez mais avançados de informações e tecnologia. O crescimento surge simultaneamente à globalização política e social, exigindo uma mudança significativa na prática de ensinar e de aprender. Em virtude dessa mudança, ao profissional de educação cabe agora uma reflexão consciente e contínua sobre os novos rumos que a Educação nos coloca, na sala de aula, à tarefa de formar os alunos de hoje para que, eles, por si, possam se transformar para a sociedade com a sociedade.
Os professores devem criar dentro de cada sala de aula uma atmosfera positiva, uma forma de vida que conduz o aluno ao encontro da leitura através do afeto positivo. Os professores positivos são realistas, mas sempre procuram o melhor em seus alunos. (CRAMER E CASTELE, 2001: pg. 86).
Os alunos são "esse hoje"; não há como negar ou não aceitar. O papel do educador para com eles deve ser fundamental no ato de proporcionar conhecimento, na responsabilidade quando à sensibilização para os aspectos social e quanto ao relacionamento humano orientador por valores éticos para a convivência com o meio.
Os novos rumos para uma transformação do perfil do profissional da educação não se limitam às implantações de práticas inovadoras para uma sociedade com avançadas tecnologias, mas à consciência crítica de sua tarefa perante a educação e o ato de ensinar e interagir, com ela e para ela.
O desafio maior, entretanto, é não perder de vista nessa consciência e tarefa, o eixo norteador da "leitura de mundo", da "leitura da palavra" para a "leitura do mundo" e, desta para a sociedade.
2- O QUE É LEITURA?
É o processo pelo qual um sujeito leitor atribui significado a um determinado texto. A leitura não pode ser vista apenas como uma atividade de decodificação dos códigos lingüísticos. É preciso ir muito além, preciso entender o que se lê.
A concepção de que, no processo da leitura, o elemento mais importante era o texto, ou o autor, mudou. Estudiosos da língua vêem, hoje, o leitor como elemento principal nesse processo, ler é interação ação entre o texto e o leitor. Na verdade, o sentido do texto não está no texto propriamente dito, mas, sim no leitor.
Geralmente, quando falamos a nossos alunos que eles precisam ler mais, eles pensam logo em textos verbais, livros, revistas, jornais e outros. Nosso maior objetivo com a proposta a seguir é mostrar que o texto não é exclusividade das palavras, ou seja, que trabalhar o não verbal é também necessário para aguçarmos a capacidade leitora de nossos alunos. Diante disso, tem-se uma sugestão de aula de leitura de textos não-verbais-excelente ferramenta pedagógica nas aulas de língua portuguesas
"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta rede." (mensagens para tos os momentos.)
(Carlos Drumond de Andrade)
2.1- A LEITURA É UM CAMINHO.
Não há duvida de que a leitura é um caminho muito importante para a informação e, principalmente para a formação do educando. Cabe aqui uma pergunta:
Todo aluno gosta de ler? A resposta mais provável deve ser não. Então, como despertar no aluno o gosto pela leitura? Nem sempre essa é uma das tarefas mais fáceis. Ela apresenta dificuldade e propõe muitos desafios, os quais exigem dos adultos, pais e educadores, não apenas boa vontade, mas também esforços e dedicação constantes.
Os pais desempenham um papel crucial no desenvolvimento de crianças que tenham atitudes positivas em relação à leitura e que se tornem leitores bem – sucedidos. Anderson e colaboradores (1985) declaram o seguinte: "A leitura começa em casa" (CRAMER, E CASTLE, 2001: pg. 88).
Como se vê, não basta apenas querer, é preciso perceber e distinguir os vários obstáculos com que se defrontam, buscando mecanismos que possibilitam ultrapassá-los. Tentar superá-los é a meta prioritária para qualquer um que queira enfrentar essa barreira é, com isso, ajudar a mudar o rumo da história de cada educando, fazendo-o entender que quem lê transcende o tempo e se permite uma viagem de prazer indescritível, visto que a leitura é uma experiência pessoal, impor.
Para que essa tarefa possa ser executada, urge que se tenha em mente o que disse um professor Frances Lojola a capacidade de "ficar na janela olhando as pessoas passarem e passar, ao mesmo tempo, junto com elas"
Ninguém nasce sabendo ler: aprende-se a ler à medida que se vive. Se ler livro geralmente se aprender nos bancos da escola, outros leitores se aprendem por ai, na chamada escola da vida. (LAJOLA, 1993).
Daí se conclui que, além de despertar no aluno o gosto pela leitura, é preciso, antes de mais nada despertar nele a sensibilidade, a capacidade de se lido um "processo que envolva uma compreensão crítica do ato de ler que não esgota na decodificação pura da palavra escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo.
3- DIFICULDADES DE LER
Muito se discute sobre a importância da leitura. Muitos são os fracassos dos alunos brasileiros em testes de leituras, além apresentarem, com freqüências, resultados extremamente negativos em textos como o Pisa. O Enem e outros.
Mas, afinal o que é ler? Porque muitos lêem tantas dificuldades em ler um texto? Existe alguma "formula mágica" para fazer com que o nível de assimilação das idéias de um texto possa ser percebido pelos estudantes é/ou leitores de um modo geral?
Com certeza, uma das grandes preocupações de muitos professores e educadores está voltada para a prática de leitura, alias para a falta dela.
Frases como "Não gosto de ler". Não comigo entender o que Leo. Quando começo a ler sinto sono e para são comuns, principalmente, no meio estudantil.
Adianta passarmos anos e anos enchendo nossos alunos somente de regras gramaticais e, ao final do Ensino médio eles não conseguiram refletir sobre o funcionamento da língua? Ou seja, vera que a escola passa a ensinar, também esse aluno a pensar?
E como fazermos isso, ou seja, fazê-lo pensar: com certeza através da leitura. E necessário que seja feito um trabalho de base. Precisamos levar o aluno a ler para dominar os recursos lingüísticos e, conseqüentemente, dominar o mundo. Porem quando falamos ler, estamos nos referindo a conseguir perceber não só o que está de "Concreto" só texto, mas também o que está de "abstrato" nele.
3.1- A IMPORTÂNCIA DE APRENDER A LER
O que é leitura?
Leitura é um ato de troca entre o individuo e o livro, é um ato também de intimidade entre leitor e autor e de liberdade.
É algo à parte, singular, dentro de casa, na escola e no mundo. Assim fala SOLÉ: "A leitura é um processo de interação entre o leito e o texto". (SALÉ, 1998: pg. 22)
Ler por prazer.
Existe coisa mais divertida do que ler para crianças?
Magia, fantasia e imaginação são apenas alguns dos elementos presentes nesses momentos, muitas vezes inesquecíveis. Por que, então, as escolas ainda são (quase) uma raridade em nosso país? Todos os estudos apontam que o vilão da história é sempre o mesmo: mistura a literatura com atividade didática.
O correto seria apenas trocar idéias e privilegiar a construção de sentido dos textos estabelecendo relações com a realidade dos alunos e com diversas artes.
Ler para estudar
De todos os comportamentos leitores, o de ler para estudar é certamente o mais coberto pelos professores. Sem dúvida, aprender a ler textos informativos, artigo científico, ensaios e livros didáticos (e paradidático) é uma habilidade fundamental para toda a vida, dentro e fora da escola.
Orientar a leitura desses textos é mais difícil, entre outras coisas porque o próprio material de estudo é pouco atraente; muitas letras, poucas ilustrações, um conjunto de idéias que precisam fazer sentido. O ritmo de trabalho é, necessariamente, mais lento, para alcançar o objetivo de localizar informações sobre um assunto específico e reler trechos difíceis. Entender isso é essencial para criar situações didáticas coerentes com a realidade.
Ler para se informar
A leitura descontraída e dinâmica repete o que ocorrer do lado de fora da escola (em que as pessoas comentam o que lêem). E é assim que deveria ser sempre (em vez de apenas apresentar o veículo e suas características, como título, legenda etc.). Só lendo o jornal de verdade, os estudantes serão capazes de entender a linguagem rápida e concisa, acompanhada de símbolos, gráficos, fotografias e ilustrações do texto da imprensa.
Essa prática aproxima os pequenos do mundo cotidiano, distante das metáforas e "viagens" da literatura e ajuda a formar leitores assíduos e interessados pelos fatos reais.
Jornais e revistas cumprem a função básica de produtores de conhecimentos. Como a informação é a matéria-prima do trabalho escolar, não há como falar em educação sem ler. A exploração do texto jornalístico contribui para aproximar essa realidade, ajudando a formar jovens mais críticos e com opiniões próprias capazes de brigar por seus direitos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como mecanismo propulsor dos mais importantes avanços humanos, a educação constitui um meio para a melhoria do Brasil e do mundo. As práticas pedagógicas estabelecem diferentes maneiras de se transmitir o conhecimento, principalmente pelo dialogo entre professores e alunos. Após longas analises sobre tais atividades pedagógicas, construímos um arcabouço de novos conceitos no âmbito do ensino de modo a desenvolver métodos que propiciassem o implemento de uma educação crítica e questionadora da realidade. O poder transformador das práticas educativas se torna cada vez mais profícuo tanto para o desenvolvimento interno dos países quanto para a pacificação das relações estabelecidas internacionalmente. Construir uma comunidade mais cooperativa e menos litigiosa, seja em termos brasileiros ou globais, demanda, sobretudo uma pedagogia voltada à tolerância e ao respeito das diferenças intersubjetivas.
Nesse sentido nós identificamos várias obras em prol da aludida pedagógica, com perspectivas construtivas e conciêntizadoras em três grandes períodos de nossa vida. As idéias centrais da obra, diz respeito à necessidade de se construir uma escola prioritariamente democrática, que seja apta a solidificar no educando a passagem da consciência ingênua à consciência crítica. Em tal transição, os métodos pedagógicos devem proporcionar ao individuo o enfoque no que tange aos problemas de sue País, do mundo e da própria democracia.
Sendo assim, o trabalho desenvolvido procurou evidenciar a importância dos educadores em ajudar os alunos a se transformarem em leitores críticos e molduras em meio à sociedade vigente
REFERÊNCIAS
CRAMER, EUGENEH. Incentivando o amor pela leitura, Eugine H. Cromer e Marrietta Castte, trad. Maria Cristina Moonteiro – Porto Alegre: Artmed, 2001.
LAJOLA. Do Mundo da Leitura para a leitura do Mundo, Marisa lajola: Editora Ática, 1993
MENSAGENS PARA TODOS OS MOMENTOS: http://www.mensagensweb.com.br/ pensamentos/frases/exibe _pensamento.asp?cod=578
SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. ArtMed. Porto Alegre 1998.
http://www.artigonal.com/linguas-artigos/o-papel-do-educador-na-formacao-de-alunos-leitores-2850135.html
Perfil do Autor
Autoras: Jussilene de J.S.souza, Railda S. Silveira, Monica Graciele da C. santos e Alessandra N. S. Vilanova são graduadas em Letras Português pele Universidade Tiradentes (UNIT), recidem no municipio de Umbaúba/SE
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A Tecnologia revira a Educação
Com o crescimento da tecnologia utilizada dentro da sala de aula, o termo mais usado é o conceito de educação à distância. A Internet, televisão, rádios, vídeos-conferências entre outros têm feito uma promoção da educação dentro da sociedade. Essa tecnologia permite que o professor ministre sua aula no mesmo espaço de tempo para todo o Brasil por um sinal via satélite e desta maneira a educação tem crescido cada vez mais.
Dentro desta tecnologia são utilizados materiais didáticos como livros e apostilas, mas que ao mesmo tempo vêm perdendo seu espaço gradativamente para o uso de Mídias tecnológicas. Essa tecnologia faz com que o indivíduo busque mais autonomia dentro da sala de aula e sociedade, que por sua vez leva o ser humano a desenvolver uma prática social de busca constante de novos meios tecnológicos que surgem a cada dia, contribuindo assim para o mercado de trabalho e uma melhor posição social.
Esse processo tecnológico veio como um agente facilitador do processo de educação, onde as pessoas buscam recuperar o tempo perdido podendo ter ainda uma qualidade de vida profissional e familiar de sucesso. Isso faz com que o uso da tecnologia se torne tão próximo do ser humano que percebemos a sua presença, pois ela é usada de forma tão natural em nosso cotidiano.
Dentro desta tecnologia são utilizados materiais didáticos como livros e apostilas, mas que ao mesmo tempo vêm perdendo seu espaço gradativamente para o uso de Mídias tecnológicas. Essa tecnologia faz com que o indivíduo busque mais autonomia dentro da sala de aula e sociedade, que por sua vez leva o ser humano a desenvolver uma prática social de busca constante de novos meios tecnológicos que surgem a cada dia, contribuindo assim para o mercado de trabalho e uma melhor posição social.
Esse processo tecnológico veio como um agente facilitador do processo de educação, onde as pessoas buscam recuperar o tempo perdido podendo ter ainda uma qualidade de vida profissional e familiar de sucesso. Isso faz com que o uso da tecnologia se torne tão próximo do ser humano que percebemos a sua presença, pois ela é usada de forma tão natural em nosso cotidiano.
Jussilene de Jesus Santos de Souza
A educação a distância no Brasil
A educação e tecnologia sempre andaram juntas, para que haja uma preparação dos estudantes individuos para o uso dos meio tecnologicos na sociedade. As tecnologiass estão presentes em todos os meios sociais.
A aprendizagem e a ultilização dessas tecnologias pelo homem chamamos de socialização.
No início do séc 21, ao chegar o futuro obsevamos alguns modos de socialização e mediação, através dos artefatos técnicos. As crianças aprendem praticamente sozinhas; através das máquinas inteligentes e interativas, como o uso de celulares computadores entre outros. Observamos também que a sociologia está interagindo de forma ampla, que não há como contestar que a diversidade de mídias eletrônica que vem assumindo o seu papel cada dia no desenvolvimento de socialização, ao passo da escola. Partindo na maioria das vezes pelos setores privados, e as escolas se interragindo aos apelos critivos e sedutores do mercado se entregando de corpo e alma as inovações tecnológica, sem criticas e com um pouco de critividade para que esse usuario se torne o consumidor das tecnologias.
Luziene Fortunato Silveira Menezes.
A aprendizagem e a ultilização dessas tecnologias pelo homem chamamos de socialização.
No início do séc 21, ao chegar o futuro obsevamos alguns modos de socialização e mediação, através dos artefatos técnicos. As crianças aprendem praticamente sozinhas; através das máquinas inteligentes e interativas, como o uso de celulares computadores entre outros. Observamos também que a sociologia está interagindo de forma ampla, que não há como contestar que a diversidade de mídias eletrônica que vem assumindo o seu papel cada dia no desenvolvimento de socialização, ao passo da escola. Partindo na maioria das vezes pelos setores privados, e as escolas se interragindo aos apelos critivos e sedutores do mercado se entregando de corpo e alma as inovações tecnológica, sem criticas e com um pouco de critividade para que esse usuario se torne o consumidor das tecnologias.
Luziene Fortunato Silveira Menezes.
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Sabe-se que a Educação a Distância Surgiu para dar oportunidade aqueles que não podem freqüentar um curso presencial, seja por motivo financeiro, temporal ou espaço geográfico. Criando assim segundo Belloni um meio de comunicação cujas possibilidades dependem da tecnologia utilizada e do planejamento da Instituição. A autora também ressalta algumas características da EAD, tais como:
Sabe-se que a Educação a Distância Surgiu para dar oportunidade aqueles que não podem freqüentar um curso presencial, seja por motivo financeiro, temporal ou espaço geográfico. Criando assim segundo Belloni um meio de comunicação cujas possibilidades dependem da tecnologia utilizada e do planejamento da Instituição. A autora também ressalta algumas características da EAD, tais como:
a) Distância entre professor e aluno;
b) Ruptura temporal do processo da educação;
c) Mediação por um aparato tecnológico;
d) Flexibilidade na estruturação dos conteúdos;
e) Ênfase na autonomia do aluno enquanto gestor do seu processo de aprendizagem;
f) Mudanças administrativas e organizacionais.
Nessa perspectiva observa-se uma mudança no que diz respeito a professor e aluno, Pois nota-se a responsabilidade do aluno em administrar seu tempo para estudar, para isso também deve ser auxiliado pelo tutor tanto na organização do seu tempo quanto na execução das atividades on-line, tais como: participação nos chats, fóruns, portfólios e cumprimento nas postagens das atividades, sabendo que estas tem tempo determinado para participação e troca de conhecimentos que são mediadas pelos meios tecnológicos através da figura do professor tutor que nesse momento se torna mas próximo dos seus alunos, pois é ele que estabelece diretamente o diálogo com os mesmos, tirando suas dúvidas, orientando-os e filtrando as informações gerais para a facilitação da aprendizagem. Devendo ele monitorar o chat e email enviados pelos alunos. Por isso que o tutor deve ter algumas habilidades, tais como: a) orientar a aprendizagem; b) motivar o aluno; c)conhecer as ferramentas tecnológicas; d) ser aberto as criticas, etc...
Arabela de Oliveira Santos
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Consequências do Sistema EAD
Um dia o quadro negro e o giz foi substituído pelo quadro branco e canetas especiais, agora, vivemos uma conjuntura na qual numa sala de aula, o quadro está sendo substituído por uma grande tela de cristal liquido ou de plasma, ligado ao computador onde está todo o material multimídia necessário para que a aula seja uma grande viagem pelo conhecimento, ricamente ilustrada, sedutora e amplamente voltada a inserir os seus usuários no universo da pesquisa constante.
As transformações técnico-científicas, econômicas, políticas e sociais determinam às Instituições de Ensino a necessidade permanente de novas tecnologias. O advento do ensino a distância trás consigo novas formas de organização não apenas deste ensino, como também do trabalho dentro das Instituições Acadêmicas. Assim, em um novo cenário as IES buscam novas alternativas para viabilizar a oferta diversificada de seus serviços.
A apropriação do conhecimento tecnológico, onde a informática e as redes de comunicação assumem novos papéis no processo de transformação social é fundamental na sociedade moderna. Acredita-se que este conhecimento deva ser um instrumento de apropriação e construção de novos conhecimentos. A rede mundial de computadores pode apoiar formas inovadoras de aprender, ensinar e avaliar, sendo vista como uma aliada no processo de reestruturação do ambiente de ensino e aprendizagem.
O grande desafio é o da capacitação profissional de docentes capazes de operar com as novas tecnologias, não atuando nos cursos de forma conteudista e sim executando projetos baseados em habilidades, competências e atitudes. O educador tem que assumir o papel de construtor, lapidador de ambientes e metodologias que propicie um aprendizado dinâmico. Seu novo papel será o de estimular a colaboração entre os alunos no processo de aprendizagem do grupo e propiciar a ampliação de redes de relacionamentos de um mesmo foco do conhecimento. Só assim o resultado será satisfatório.
As escolas precisam repensar a forma de investir seus recursos de informática e de TIC (Tecnologias Informação e Comunicação) o modelo de grandes laboratórios de informática estão superados, as TICs devem fazer parte do cotidiano dos alunos e professores como todos os outros equipamentos de uma sala de aula convencional.
Penso que o professor precisa mudar a atitude e a forma de ensinar. Não adianta ficar diante de uma câmera, como se ele estivesse gravando uma aula ou ministrando uma aula presencial, e isto ser transmitido via satélite para várias localidades. Ele deve se comportar de forma diferente. Os melhores resultados alcançados por instituições pioneiras em EAD são frutos de uma atuação com habilidades, competência e atitudes e não com os referenciais tecnológicos.
O papel docente nesta nova práxis educativa procurará garantir o aprendizado do seu aluno a distância. Torna-se muito mais complexo seu papel na medida em que precisa, ao invés de “dar aulas” face a face, passar a lecionar através de utilização de outras linguagens apoiadas por meios informacionais e de comunicação, que atingirão não apenas 30 ou 40 pessoas, mas às vezes centenas delas, numa relação de tempo e espaço diferentes da atividade presencial que conhecemos. O trabalho docente, neste contexto de EAD, caracteriza-se pela parceria, que vai desenvolver-se com a participação da tutora, reservada a um profissional da mesma área, que estará na “ponta” do processo de ensino-aprendizagem, garantindo a qualidade do processo de apropriação do conhecimento.
O tutor ou orientador acadêmico tem o papel didático-pedagógico de acompanhar, motivar, orientar e estimular o aprendizado de um aluno adulto, “solitário” da EAD. Seu trabalho será mais qualificado na medida em que conheça com profundidade o material didático produzido pelo professor, muitas vezes até podendo participar de sua produção e/ ou reformação, sobremodo se estiver inteirado do projeto político-pedagógico do curso. É por intermédio dele, também, que se garantirá a efetivação do curso em todos os níveis.
Portanto, o futuro do EAD em ambientes acadêmicos aponta para a formação de alunos em todos os níveis que estejam adaptados as tecnologias, sejam independentes no processo de aprendizado e tenham um desejo intenso de pesquisa aliado à capacidade de gerir o conhecimento adquirido, além de proporcionar hoje, um papel democratizador do ensino, pois, pode levar cultura a lugares de difícil acesso, e, permite ao educando escolher o melhor momento para seus estudos.
Elaine Conceição Feitoza
Mediações na Educação a Distância
Mediações na Educação a Distância
É notável o elevado crescimento do número de alunos nos cursos ofertados na modalidade de educação a distância no Brasil. O marco legal da expansão da EaD foi o artigo 80 da LDB (Lei 9394/96) que afirma que o poder público incentivará o desenvolvimento e veiculação de programas de ensino a distância em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação continuada.
A partir de então o MEC baixou o decreto nº 2494/98 que foi substituído pelo Decreto 5622 que caracterizou a educação a distância como aquela mediada por meios e tecnologias de informação e comunicação, destacando a necessidade de professores para realizar essa mediação. Estabeleceu alguns princípios para que as instituições fossem credenciadas, como a existência de Projetos Pedagógicos, professores qualificados, serviços de suporte, pólo de apoio, instalações físicas e infra-estrutura, bibliotecas, inclusive com acesso a internet.
Outro dispositivo legal federal foi a Portaria nº 4.059/2004 que permite que até 20% da carga horária total de um curso superior possa ser ofertada com disciplinas a distância de forma semi-presencial.
Lemgruber mostra que não deve haver dicotomia radical entre educação presencial e a distância enquanto concepções antagônicas de educação. Na verdade o que se pode ver no contexto atual são os cursos a distância recorrerem a atividades presenciais e a utilização das tecnologias de informação e comunicação nos cursos presenciais, objetivando melhorar a qualidade da aprendizagem. O que se tem defendido é uma educação aberta, plural e dialógica sem a redução ou polarização entre ambas.
Um outro ponto destacado por Lemgruber é a importância de se estabelecer critérios de qualidade para a EaD. Esses critérios podem ser localizados no Referencial de Qualidade para cursos a Distância, lançados pelo MEC. Dentre eles o autor referenda sua preocupação com a função docente nos cursos de EaD, enfatizando a importância desse profissional na mediação pedagógica, assumindo o papel de autor, planejador e tutor dentro do processo.
É importante destacar o papel do tutor nos cursos de EaD. Na verdade ele é um professor que deve ser qualificado e ter condições de trabalho que garantam a qualidade do serviço ofertado. O tutor deve assumir um papel importante, pois ele é o mediador e deve estimular, motivar e acompanhar todo o processo de desenvolvimento do aluno. Portanto, ele deve ter seu papel reconhecido, inclusive no que diz respeito ao número de alunos atendidos e ao salário que lhe é pago.
Os cursos de EaD são uma realidade e seu crescimento mostra a aceitação que a sociedade atual demonstra ter. No entanto, há que se ter uma preocupação com a qualidade do ensino ofertado em EaD. Para tanto se faz necessário que as instituições reguladoras do MEC estabeleçam critérios e processos de monitoramento de qualidade do funcionamento dessas instituições, tendo em vista o aprimoramento do processo e a adoção das mediações pedagógicas de qualidade tanto das ferramentas tecnologia, quanto dos professores e tutores envolvidos.
LEMGRUBER, Márcio Silveira. Mediação Pedagógica na Educação a Distância. In: 2º Simpósio – Hipertexto e Tecnologias na Educação – Modalidade e Ensino.
Maryluze Souza Santos Siqueira
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Formação Superior e Educação a Distância
Formação Superior e Educação a Distância
A educação a distância é uma modalidade de ensino que favorece o desenvolvimento da autonomia, pois permite ao aluno flexibilizar seu tempo de estudo e utilizar diferentes mediações para realizar sua aprendizagem. Acreditamos que as instituições de ensino superior devem aproveitar o potencial de seus profissionais para implementarem e aprimorarem a formação a distância. Para tanto é necessário a definição de uma estratégia própria, planificada e adequada ao público a que se destina.
A introdução da EAD nas universidades públicas é um desafio que exige investimentos na área tecnológica, na estrutura pedagógica, na capacitação de seus profissionais e acima de tudo na definição de sua filosofia de educação, só assim poderemos avançar no processo de formação autônoma do trabalhador e do cidadão brasileiro.
A sociedade atual marcada pela globalização e pelo avanço das novas tecnologias exige que cada indivíduo esteja em constante processo de aprendizagem para acompanhar as mudanças na produção e no acesso ao conhecimento.
Neste processo a Educação a Distância é vista como uma saída eficaz para atender as demandas de educação permanente, facilitando, portanto, a inserção (re-inserção) do trabalhador no mundo produtivo.
Nesses processo, Tassigny (2007) apresenta algumas estratégias que poderão ajudar as instituições de ensino superior a conduzir a implementação e funcionamento da ead, como a introdução de cursos e programas de graduação e progressivamente a pós-graduação lato e stricto sensu. Aponta critérios para esse avanço como a avaliação da sua eficácia, adoção de um processo integrado de planificação, isto é, planejar as ações juntamente com os professores da instituição e adequar os cursos ao público a que se destinam; motivar os membros do corpo docente a engajarem no programa de educação a distância através da melhoria de salários, inovações didáticas, utilização da carga horária do docente para aperfeiçoamento, entre outras; firmar parcerias com outras instituições para diminuir os gastos; e regulamentar a carreira docente dos envolvidos.
Um outro ponto importante é a organização de uma estrutura básica que dê sustentação ao funcionamento e à avaliação da EAD, através da Coordenação e Planejamento (grupo de profissionais de diversas áreas), a criação de um Conselho Consultivo de Ensino e Aprendizagem (equipe multidisciplinar), criação de um Observatório de Ensino a Distância que vise a atualização de conhecimentos entre os envolvidos, a estruturação de perfis e competências para a EAD na instituição.
Um elemento fundamental é a relação da formação a distância com a educação contemporânea, tendo em vista que o contexto atual aponta a formação para a autonomia como uma necessidade do século XXI e é exatamente este um dos princípios da práxis pedagógica da EAD. Esta também está relacionada aos pilares da educação que fundamentam a aprendizagem que são: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a conviver; e aprender a ser.
Esse novo ordenamento educacional balizado pelas novas tecnologias exige uma nova práxis pedagógica que leve em consideração o tripé trabalho/tecnologia/ciência e cultura, assim como a flexibilização de formas, métodos, didáticas, tempos e novos espaços de aprendizagem. Para tanto é fundamental investir na formação dos professores para que se adotem novas maneiras de ensinar e novas formas de aprender.
Assim, as instituições de ensino devem definir o papel do formador a distância, assim como organizar sua equipe de trabalho que deve estar integrada atuando de forma colaborativa. È importante também a definição da linha de ação da EAD, que deve ser clara e acessível a todos os envolvidos. A proposta de trabalho não pode perder de vista a valorização e o exercício da autonomia, garantindo o acesso aos conhecimentos socialmente construídos e tenha como base a cultura, a tecnologia e a informação, elementos indispensáveis para assegurar a preparação para o trabalhado e para o exercício da cidadania.
TASSIGNY, Mônica Mota. Formação Superior, Educação a Distância e os pilares da educação contemporânea. In: Revista Humanidades. V 22. P. 123-127. Fortaleza, jul/dez, 2007.
Maryluze Souza Santos Siqueira
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