quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Consequências do Sistema EAD

Um dia o quadro negro e o giz foi substituído pelo quadro branco e canetas especiais, agora, vivemos uma conjuntura na qual numa sala de aula, o quadro está sendo substituído por uma grande tela de cristal liquido ou de plasma, ligado ao computador onde está todo o material multimídia necessário para que a aula seja uma grande viagem pelo conhecimento, ricamente ilustrada, sedutora e amplamente voltada a inserir os seus usuários no universo da pesquisa constante.
As transformações técnico-científicas, econômicas, políticas e sociais determinam às Instituições de Ensino a necessidade permanente de novas tecnologias. O advento do ensino a distância trás consigo novas formas de organização não apenas deste ensino, como também do trabalho dentro das Instituições Acadêmicas. Assim, em um novo cenário as IES buscam novas alternativas para viabilizar a oferta diversificada de seus serviços.  
A apropriação do conhecimento tecnológico, onde a informática e as redes de comunicação assumem novos papéis no processo de transformação social é fundamental na sociedade moderna. Acredita-se que este conhecimento deva ser um instrumento de apropriação e construção de novos conhecimentos. A rede mundial de computadores pode apoiar formas inovadoras de aprender, ensinar e avaliar, sendo vista como uma aliada no processo de reestruturação do ambiente de ensino e aprendizagem.  
 O grande desafio é o da capacitação profissional de docentes capazes de operar com as novas tecnologias, não atuando nos cursos de forma conteudista e sim executando projetos baseados em habilidades, competências e atitudes. O educador tem que assumir o papel de construtor, lapidador de ambientes e metodologias que propicie um aprendizado dinâmico. Seu novo papel será o de estimular a colaboração entre os alunos no processo de aprendizagem do grupo e propiciar a ampliação de redes de relacionamentos de um mesmo foco do conhecimento. Só assim o resultado será satisfatório. 
As escolas precisam repensar a forma de investir seus recursos de informática e de TIC (Tecnologias Informação e Comunicação) o modelo de grandes laboratórios de informática estão superados, as TICs devem fazer parte do cotidiano dos alunos e professores como todos os outros equipamentos de uma sala de aula convencional.
Penso que o professor precisa mudar a atitude e a forma de ensinar. Não adianta ficar diante de uma câmera, como se ele estivesse gravando uma aula ou ministrando uma aula presencial, e isto ser transmitido via satélite para várias localidades. Ele deve se comportar de forma diferente. Os melhores resultados alcançados por instituições pioneiras em EAD são frutos de uma atuação com habilidades, competência e atitudes e não com os referenciais tecnológicos.
O papel docente nesta nova práxis educativa procurará garantir o aprendizado do seu aluno a distância. Torna-se muito mais complexo seu papel na medida em que precisa, ao invés de “dar aulas” face a face, passar a lecionar através de utilização de outras linguagens apoiadas por meios informacionais e de comunicação, que atingirão não apenas 30 ou 40 pessoas, mas às vezes centenas delas, numa relação de tempo e espaço diferentes da atividade presencial que conhecemos. O trabalho docente, neste contexto de EAD, caracteriza-se pela parceria, que vai desenvolver-se com a participação da tutora, reservada a um profissional da mesma área, que estará na “ponta” do processo de ensino-aprendizagem, garantindo a qualidade do processo de apropriação do conhecimento.
O tutor ou orientador acadêmico tem o papel didático-pedagógico de acompanhar, motivar, orientar e estimular o aprendizado de um aluno adulto, “solitário” da EAD. Seu trabalho será mais qualificado na medida em que conheça com profundidade o material didático produzido pelo professor, muitas vezes até podendo participar de sua produção e/ ou reformação, sobremodo se estiver inteirado do projeto político-pedagógico do curso. É por intermédio dele, também, que se garantirá a efetivação do curso em todos os níveis.  
Portanto, o futuro do EAD em ambientes acadêmicos aponta para a formação de alunos em todos os níveis que estejam adaptados as tecnologias, sejam independentes no processo de aprendizado e tenham um desejo intenso de pesquisa aliado à capacidade de gerir o conhecimento adquirido, além de proporcionar hoje, um papel democratizador do ensino, pois, pode levar cultura a lugares de difícil acesso, e, permite ao educando escolher o melhor momento para seus estudos.

Elaine Conceição Feitoza

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